quinta-feira, 14 de abril de 2011
A Flor
Em um jardim, existem inúmeros fatores que estão ali posicionados para chamar a atenção, e usam de variadas formas para que isso aconteça, seja através da beleza, da calma, da delicadeza, ou pura e simplesmente pelo fato de existirem.
Uma rosa quando se é retirada dentre o relvado, deve-se levar em consideração alguns fatores, tais como, o que o motiva a retira-la, para que intuito irá utilizá-la e se ambas as hipóteses formarem um só pensamento, que ao menos ele seja movido a partir de um sentimento verdadeiro, fato este que isentará de culpa o momento da retirada dela, mas que acarretará em responsabilidades a partir do momento que a levar consigo...
A rosa em si é uma reprodução na terra de uma beleza escondida pelos céus, naquele caule defendido por espinhos, que em sua extensão fazem a moldura para cada pétala que se desabrocha ao longo da história, pode se ver refletido um olhar apaixonado, pois sim, o ser que tem o dom de enxergar uma rosa e se apaixonar por ela é singular, e ela sabe perceber e retribuir de imediato, uma alquimia perfeita, entre a rosa e o possuidor será eterna, caso se saiba cuidar da linda flor...
Tal flor, tão protegida por seus espinhos, oferece uma face tímida numa mistura com entrega, fato esse que atrái um apaixonado, como que o questionasse se preferia as feridas a se abrirem naquele momento, ou o ardor de um sentimento, tal jamais se é rejeitado, ao se ver uma rosa, apaixonar-se é obrigação, e nada mais importa, dia, tempo, hora, não existem contadores, o tempo para, estaciona, repousa, apenas pra ver a dança celestial da rosa com seu amado.
A doçura de cada pétala se petrifica ao corpo do enamorado, formando uma união além de corporal, carnal, cordial, uma aposta de mãos dadas na felicidade, tal qual é fascinante o encanto ao ambos constatarem a paixão, os sentimentos mais doces, reais e sonhados são derramados, expostos, vocalizados, imaginados, escritos, reproduzidos, vividos, é a etapa do amadurecimento do sentimento, da afirmação um no outro, da pura e simples constatação de que a terra vai girar, a vida andar, a saudade bater, mas sim, o amor viver...
O que possui uma rosa deve ser especial, verdadeiro, amar, tratar com todo a delicadeza e o ardor que a flor merece, deve se esforçar para que erros não se transformem em danos, e tais não se transformem em percas, não fará sentido após o elo ter se feito no ato do retirar do solo, se quebrar por tamanha falta de necessidade, pois quem o amor da rosa provou, não sabe se deliciar com outro gosto.
Porém caso o erro seja consumado, cabe a reflexão tomar conta da cena, já pairam dúvidas dentre todos os sentimentos outrora exaltados pelos ares, contornados em corações e semelhantes, o gostar que havia pego carona na esperança da felicidade e da confiança, agora se encontra no meio da estrada, diante do real ou do verdadeiro, machucado pela perca, pairando a dúvida de onde termina um e começa o outro, resta a lembrança, a saudade, e a vontade de desfazer o já feito, nesse âmbito, ficará exposto o que virá a acontecer pelo batimento sentimental da flor e do apaixonado, se as pétalas ficarão pelos ares, o olhar triste do amado, se a rosa se abrirá de novo e rumará pela paixão, ou se fica pra posteridade o amar de uma flor e um homem.
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