sábado, 19 de fevereiro de 2011

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Piratas sem problemas visuais, Palhaços sem maquiagem, Lábios sem sorrisos, Pele sem sol, Natureza sem paz, Som sem movimento, Beijo sem paixão, Dia sem sol, noite sem Lua, Folha sem cor, Cor sem visão, Gostar sem sentir, Respirar sem viver, Chorar sem sofrer, Rir sem graça, Amar sem dedicar, Satisfação sem brilho...
Se enganar é bem mais fácil.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Selva Falsa

A selva tem por si diferentes caracteristicas, que se ramificam para outras diversas complicações, que acabam por causar transtorno a qualquer um que se perca envolto de suas surpresas, ao mesmo tempo que se trata de um paraíso natural, é e pode ser visto como uma prisão, que impõe ao visitante uma quantidade ínfima de ar para os pulmões, por vezes raro líquido para cessar a sede e na pior das hipóteses, cercos que impedem os raios solares de atingir o local em que se encontra...
Ao sermos atirados selva a dentro, perdemos por completo noção de tempo e espaço, descobrimos o
medo, a saudade, o pavor, e a súbita vontade de que aquele pesadelo logo se encerre e ao abrir dos olhos nos encontremos dentro de nossos lares, ou próximos ao menos, ou mesmo qualquer local que remeta ao termo "casa", algo que seja um passo para liberdade dessa reclusão forçada ao qual cotidianamente podemos ser expostos.
Vagando entre suas arvores de concreto, seu relvado de asfalto, sua manada de aeronaves, rios de saneamento nada básico e ar puro de carbono, há de se deparar com a depressão da sensação de cárcere, aquele nó que surge de dentro, e asfixia a naturalidade a qual estamos por costume a viver, essa selva me consome, te absorve, nos ludibria, deixa por si só um ser estarrecido com tamanho desgosto que trás aos que nela se encontram...
 

Vigas de ferro jamais substituirão caules, tão pouco fiações irão se sobrepor a cipós, eu não posso bater asas como pássaros no horizonte, mas não é esse meu desejo, o objetivo é a libertação, a trilha que leva ao lar, na selva, somos apenas formigas debaixo de gigantes projetados de folhas de papel, esse, que foi roubado do local que denomina o ambiente nefasto em que nos encontramos, e assim a vida prossegue, enquanto ela se vai vagarosamente no ponteiro do relógio, eu me submeto as leis dessa selva, aos horários dela, as ordens impostas, e tudo o mais que faz-se necessário para com quem nela se acha...
Do alto dos fantoches de concreto, com sorrisos vitrais, invariavelmente se encontra uma ou outra
alma a pensar na solução mais fácil para aquela fuga, baseada no medo que a consome, a postos para se entregar aos ventos, na diferença de que, o objetivo não é voar, e sim sumir daquele parâmetro negativo, por vezes uma vida se vai devido as dores que a selva te impõe, ela não tem pena, age com olhar angelical e frieza incandescente, pronta a qualquer momento pra associar mais uma vítima em sua coleção, esse é o preço.
Aprender a viver na selva são mais do que apenas leis de sobrevivência, são na verdade aquisições de
noções de existência, compreensão de valores indignos, e atitudes inescrupulosas, a selva te consome diariamente, do seu despertar por vezes sem sol até o seu adormecer sem um brilho dos céus, a selva quer estar em você, evite, recebemos uma vida pra viver, ao longo dela há de se descobrir inúmeros valores, não deixe que o monetário da selva de pedra te envenene, você e eu somos especiais por demais para isso.

(...)


"Se agora fosse a hora, aquela hora que eu aguardei...
Que perdurava e não chegava, junto do tempo que não passou...
A hora de enxergar o que apenas eu não enxerguei...
Já existia, eu não acreditava, eis que, vi que algo me faltou...


A hora passou a não ser um fator deveras importante...
Depois do despertar pra um novo sentimento...
O tempo já não anseia sempre um novo instante...
E eu aprendi que de peito aberto, sempre se alcança o momento...


Histórias que eu ouvi, li, sonhei e lembrei...
Contadas, vividas, ouvidas, sempre a pensar...
Delas eu fiz parte enquanto você eu não encontrei...
Aqueles sorrisos sumidos, talhados no meu rosto voltaram a ficar...


A manhã se encerra dando boas vindas a tarde...
Essa abre um sorriso e recebe de braços abertos o anoitecer...
Que trás consigo estrelas que do meu contexto fazem parte...
Nelas eu procuro nossos nomes, que, nitidos se exibem para o meu ver...


No meu instante de silencio, eu paro e aprecio o luar...
Nele vejo que achei aquilo que cansei de procurar...
A lua sempre tão serena, me abre um sorriso e me inspira a lutar...
Em busca da paz necessaria, que é em ti que eu vou achar..."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lua

(...)A Lua...



O anoitecer gera receio e temor dentre algumas almas de confiança abalada, sem saber o real motivo do próprio fato acontecer, a simples ausência da luz sobre nossas mentes, pode vir a ser enxergado como um prenúncio de que algo não caminha na ordem desejada...
Não vendo por esse lado, eu, você e todos podemos ter a chance de presenciar um espetáculo que por muitas vezes é pelos céus apresentado data após data, e que inexplicavelmente só se para para observar quando nada mais (ou menos..) significante está dentro do campo visual alheio, afinal, dentre as cortinas de fumaça existentes na imensidão atmosférica, nos é emoldurado como em uma apresentação teatral, uma das mais belas demonstrações de sintonia entre planeta e habitantes, natureza e homem, ou até mesmo entre os universos existentes, o interior e o exterior, quando as cortinas se abrem, surge envolto de mistérios e segredos um elemento em nossa órbita, distante mas ao mesmo tempo próximo, intrigante tanto qual sua beleza, senhoras e senhores, boa noite, a Lua está exposta para dar início ao espetáculo.
O luar atrai admiradores, admira atrações, enuncia questões, questiona enunciados, elabora inspirações, inspira-se os que não se elaboram, define por vezes o indefinido, por vezes escondido, ou outrora reluzente em meio a escuridão, quando encarado, encanta por sua beleza alva, sua luminosidade baixa e sua imponência suave, da qual é gerado o mistério, esse que se teima em querer debater origens, significados, consequencias e afins devido a suas diferentes formas de se apresentar...
A Lua faz parte de um teatro, aonde só sobe ao palco após o Sol agradecer os aplausos e deixa-lo, da mesma forma que um personagem opta por se maquiar dessa ou daquela maneira, dependendo da ocasião, ou mesmo um ser, que fica na duvida sobre qual roupa usar em determinado ambiente, a Lua escolhe o traje de acordo com o que o Sol encenou no presente dia.
Caso o dia tenha sido um somatório de novidades, um alivio em qualquer situação, uma surpresa, uma esperança tenha surgido dentre lamúrias, ela se veste de Nova, e se apresenta pros fãs declamando o horizonte belo que virá a se anunciar em breve, ela pode também utilizar algumas dessas caracteristicas para se embelezar com adornos Crescentes, sorrindo para ti e emanando uma voz muda, na qual se ouve sem ouvir e se sente sem ver, mas se confirmando como um bom prenuncio...
Podendo também preencher o palco escuro para com seu brilho, utilizando um traje mais sublime, para dias que porventura não tenham sido preenchidos conforme o idealizado, de tal maneira, ela flutua no palco de forma Minguante, com o mesmo sorriso enigmático de outras ocasiões, mas eis que do alto de uma realização completa, um amor descoberto, uma paixão reacendida ou um simples encontro de mãos, ela se traja conforme a gala resultante exige, ela vem a plenos pulmões me dizer que o mundo é algo que deve ser aproveitado em todos os sentidos, viver por completo, de forma abrangente, dessa forma, surge ela em sua face completa, Cheia, radiante, vibrante, encantadora e apaixontante...
Momentos únicos de uma noite, que por vezes não enxergamos pelos fatores que a vida nos impõe, mas que seguramente farão falta quando não mais tivermos forças pra observarmos, afinal, a lua quando abre um sorriso, é digno de sublime atenção, a mesma não deseja destaque, projeção ou algo mais, apenas quer se sentir parte do que se enxerga, ser um pedaço seu, ou meu, ou nosso, é uma arte no céu descendo de encontro ao coração...

Sol


O Sol...
Dentre as nuvens mais longinquas, seja qualquer horario diurno que possa ser observado, inevitavel será tentar evitar o reflexo dos raios vindos dele em sua direção, independente da estação do ano, seja nas flores risonhas da primavera, nas folhas envelhecidas do outono, nas gotas de sereno do inverno ou sorridente e em paz a cada novo verão que surge, ano após ano...
se o Sol se fosse, provavel o seu dia ser, além de, obviamente mais escuro, mas sem se tratar apenas de falta de luminosidade, e sim de luz que alimenta a alma, que gera a alegria, o sorriso, o viver, o estar e o sentir, e é nisso que se baseiam os raios de sol que descem até você e eu...
doura minha pele, embeleza meu horizonte, me desperta toda manhã, me mostra que sou um ser qualquer, igual a todos os outros pelo fato de sentir o que chamam de calor, o calor nada mais é que uma aproximação a mais dele, como se fosse um abraço, e isso não se deve deixar ao relento...
jamais quero que ele se apague, deixe de me seguir, cesse qualquer forma de contato, queria nos dias tristes e cinzas, poder abrir um caminho nas nuvens só pra ele respirar, e daquele feixe de luz, talhar o sorriso no rosto de cada um de nós...
o Sol me fez e faz sentir vivo, impõe um brilho no meu caminho, deixa a linha menos tortuosa, não me dá todas as respostas, mas faz o suficiente pra que eu saiba dissociar entra a brisa de um vendaval e o vento de um temporal, afinal, se ele indica um caminho lá de cima, sorrindo, será por ele que eu irei seguindo.