sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Selva Falsa

A selva tem por si diferentes caracteristicas, que se ramificam para outras diversas complicações, que acabam por causar transtorno a qualquer um que se perca envolto de suas surpresas, ao mesmo tempo que se trata de um paraíso natural, é e pode ser visto como uma prisão, que impõe ao visitante uma quantidade ínfima de ar para os pulmões, por vezes raro líquido para cessar a sede e na pior das hipóteses, cercos que impedem os raios solares de atingir o local em que se encontra...
Ao sermos atirados selva a dentro, perdemos por completo noção de tempo e espaço, descobrimos o
medo, a saudade, o pavor, e a súbita vontade de que aquele pesadelo logo se encerre e ao abrir dos olhos nos encontremos dentro de nossos lares, ou próximos ao menos, ou mesmo qualquer local que remeta ao termo "casa", algo que seja um passo para liberdade dessa reclusão forçada ao qual cotidianamente podemos ser expostos.
Vagando entre suas arvores de concreto, seu relvado de asfalto, sua manada de aeronaves, rios de saneamento nada básico e ar puro de carbono, há de se deparar com a depressão da sensação de cárcere, aquele nó que surge de dentro, e asfixia a naturalidade a qual estamos por costume a viver, essa selva me consome, te absorve, nos ludibria, deixa por si só um ser estarrecido com tamanho desgosto que trás aos que nela se encontram...
 

Vigas de ferro jamais substituirão caules, tão pouco fiações irão se sobrepor a cipós, eu não posso bater asas como pássaros no horizonte, mas não é esse meu desejo, o objetivo é a libertação, a trilha que leva ao lar, na selva, somos apenas formigas debaixo de gigantes projetados de folhas de papel, esse, que foi roubado do local que denomina o ambiente nefasto em que nos encontramos, e assim a vida prossegue, enquanto ela se vai vagarosamente no ponteiro do relógio, eu me submeto as leis dessa selva, aos horários dela, as ordens impostas, e tudo o mais que faz-se necessário para com quem nela se acha...
Do alto dos fantoches de concreto, com sorrisos vitrais, invariavelmente se encontra uma ou outra
alma a pensar na solução mais fácil para aquela fuga, baseada no medo que a consome, a postos para se entregar aos ventos, na diferença de que, o objetivo não é voar, e sim sumir daquele parâmetro negativo, por vezes uma vida se vai devido as dores que a selva te impõe, ela não tem pena, age com olhar angelical e frieza incandescente, pronta a qualquer momento pra associar mais uma vítima em sua coleção, esse é o preço.
Aprender a viver na selva são mais do que apenas leis de sobrevivência, são na verdade aquisições de
noções de existência, compreensão de valores indignos, e atitudes inescrupulosas, a selva te consome diariamente, do seu despertar por vezes sem sol até o seu adormecer sem um brilho dos céus, a selva quer estar em você, evite, recebemos uma vida pra viver, ao longo dela há de se descobrir inúmeros valores, não deixe que o monetário da selva de pedra te envenene, você e eu somos especiais por demais para isso.

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