segunda-feira, 21 de março de 2011

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"o valor da vida está na alegria de se viver...
viver em paz consigo e em busca do saber...
viver com riso no rosto sem o medo de perder...
viver feliz ao lado de alguém que você escolher...

a arte se constrói de uma idéia a se realizar...
a arte se mostra quando se tem algo a explicitar...
a arte não precisa ficar pendurada, apenas se realçar...
a arte quando se acha um amor tende a proliferar...

a graça é ver um sorriso crescer e progredir...
a graça é ver uma mão com a outra se unir...
a graça é olhar pra você, e sem palavras sorrir...
a graça é te ver dormindo e rir por você ali existir...

eu quero viver as artes com a graça de sua parceria...
parceria essa que faz da arte uma vida com graça...
na graça de ser parceiros fazendo a arte da harmonia...
com a arte de querer ser feliz com você, pois de ti, gosto de ser parceiro de graça..."

terça-feira, 15 de março de 2011



Um dia, pássaros assoviarão canções de paz, que formarão uma sinfonia como uma guitarra no horizonte, guiando em direção a liberdade, ao desapego, ao saber da felicidade, ao exercer da harmonia, a busca daquele equilibrio outrora perdido na devassidão do ambiente que cerca um, dois, três seres, vivos ou inanimados, ricos de saúde ou pobres de espírito, a procura sempre vai ser cogitada, buscada, idealizada...
No paraíso perdido ao estalar do nosso cordão umbilical, surge a nossa frente um feixe de luz, convidativo, receptivo, misterioso mas ao mesmo tempo afável, um abrir de portas aonde não se existiam chaves nem dobradiças...
E eis que surge um alguém capaz de se libertar da rede que envolve o ambiente que os espera, poderia ser em uma data posterior com pensamentos, num futuro próximo com gestos, ou então apenas em sonhos e ideais, é possivel a metamorfose pregada pelo que via beleza em sua maluquice...
Caminhando entre relvados floridos, ou mesmo entre cenários de horror, é possivel identificar que da podridão pode se se salvar uma inocente pétala de rosa, que deveria estar fincada em terras mais doces, mas quis a vida que por lá ficasse, e ela floresceu mesmo assim, impôs seu odor aos quatro ventos, e desabrochou mesmo na mais controversa das situações, o que deixa a lágrima do pranto a espreita pra despencar, pois é possível fugir dessa angústia, terminar com essa tristeza e abrir os olhos do pesadelo, o passado as páginas da vida tratarão de organizar, em numerações crescentes, com destaques e relevâncias de acordo com a memória, o presente é a graça em estado bruto de como brincar, de apalpar, de sentir, de respirar, de querer e poder, do poder de querer...
O futuro não pertence a ninguém, ele ainda não aconteceu, se os pássaros assoviaram uma vez, foi por que naquele momento a intenção foi essa, se essa for buscar o equilibrio, pra se alcançar um futuro ao qual possa se referir de alguma maneira favorável, viva, ame, toque, respire, um tempo ele chegará, pra se chegar a esse tempo se brinca de existir, existindo de brincadeira não se tem permissão pra sorrir...

quinta-feira, 10 de março de 2011

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Amor verdadeiro exige entrega, pois é necessário acreditar na capacidade de amar e se fazer amado. Acreditar que todas as imperfeições do ser amado não são capazes de eliminar suas virtudes, e de que essa magia pode e deve ser reacesa várias vezes ao longo do caminho em que andarão juntos.


É por isso que paixão não é amor, sequer necessariamente uma das suas fases, pois poucas vezes torna-se amor verdadeiro. Paixão arrebata e inquieta, a ponto de causar dor, destruição.


Amor é prestar atenção no ser amado, valorizar, respeitar e, sobretudo, acreditar nele. A isso dá-se o nome de parceria. A rotina deve fornecer para os que se amam a incrível habilidade de perceber uma luz diferente no olhar, um pedido de socorro, o tédio, a prudência de que a insistência vai levar ao esgotamento.


Ninguém quer um enredo de novela, pois as personagens sofrem demais, suspiram demais e a trama dá tantos sobressaltos, que poucos corações aguentariam. No fundo, o coração quer porto seguro, exclusividade, a certeza de que tudo pode dar errado lá fora, mas o companheiro de vida está lá, de braços abertos no silêncio alentador. A certeza de que, se escolheu a postura errada, primeiro vem o afago, depois a sabedoria e jamais o dedo em riste. A paz está no beijo que cerra as pálpebras do dia estafante, das dores e decepções. E o pacto de que, juntos, farão diferente, e sempre melhor.


É inestimável a paz de espírito, que somente se obtém diante do amor verdadeiro. Não há ninguém, maledicência ou rotina que enfraqueçam um amor assim. Pois já não se ama a emoção, o arrebatamento, nem a intensidade; ama-se a ternura do estar a dois, ou a três, quatro, quando este nos brindar com filhos.