No paraíso perdido ao estalar do nosso cordão umbilical, surge a nossa frente um feixe de luz, convidativo, receptivo, misterioso mas ao mesmo tempo afável, um abrir de portas aonde não se existiam chaves nem dobradiças...
E eis que surge um alguém capaz de se libertar da rede que envolve o ambiente que os espera, poderia ser em uma data posterior com pensamentos, num futuro próximo com gestos, ou então apenas em sonhos e ideais, é possivel a metamorfose pregada pelo que via beleza em sua maluquice...
Caminhando entre relvados floridos, ou mesmo entre cenários de horror, é possivel identificar que da podridão pode se se salvar uma inocente pétala de rosa, que deveria estar fincada em terras mais doces, mas quis a vida que por lá ficasse, e ela floresceu mesmo assim, impôs seu odor aos quatro ventos, e desabrochou mesmo na mais controversa das situações, o que deixa a lágrima do pranto a espreita pra despencar, pois é possível fugir dessa angústia, terminar com essa tristeza e abrir os olhos do pesadelo, o passado as páginas da vida tratarão de organizar, em numerações crescentes, com destaques e relevâncias de acordo com a memória, o presente é a graça em estado bruto de como brincar, de apalpar, de sentir, de respirar, de querer e poder, do poder de querer...
O futuro não pertence a ninguém, ele ainda não aconteceu, se os pássaros assoviaram uma vez, foi por que naquele momento a intenção foi essa, se essa for buscar o equilibrio, pra se alcançar um futuro ao qual possa se referir de alguma maneira favorável, viva, ame, toque, respire, um tempo ele chegará, pra se chegar a esse tempo se brinca de existir, existindo de brincadeira não se tem permissão pra sorrir...

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