segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Aposta







  E sempre se espera que algo mude, sem que o mudar seja provocado, não? Plantamos ideais, conselhos, instruções (hereditárias ou não) e tudo o mais, mas de onde realmente parte o estalo para o agir? Esse que se perde dentre nossos milhões de afazeres, jogado por aí, esquecido embaixo do lençol, pois o mesmo, está ocupado para o que se faz, e não para o que se pensa.
  Quantas vezes aquela promessa, sonho ou desejo foi posto realmente a prova? Se no imaginário do nosso carrosel cerebral, existissem sentimentos, tijolos e calçadas, talvez o realizar fosse algo bem mais cotidiano, não que ele fuja, mas quando nos deparamos com o paralelo que existe entre o que se faz, e o que se imagina, porventura fica em segundo plano.
  O complicar sempre andou de mãos dadas conosco, desde o início, pois há das mais diversas versões para o acontecido, e até hoje não nos entendemos sobre qual é a verdade, e quem liga para tal? A verdade mais pura, é aquela que existe no reflexo do espelho pela manhã, onde reparo dia a dia, ano a ano, aquela manta que nos cobre, envelhecer, sendo que a linha física, as vezes pouco acompanha a linha mental, não que sejamos pouco dotados de raciocínio, mas sim que pouco nos esforçamos para visualizarmos nossos predicados.
  Cada um é um centro do próprio universo, longe do sentido de egocentrismo, mas sim pela dimensão a se tomar para o exercer de algo, de dentro de mim e de você, partem as perguntas, e suas consequentes respostas, e na vida, os questionamentos partem de dentro pra fora, nada mais justo que a resposta siga o mesmo, pois do nosso ser, partimos em busca das soluções, para aí sim, expor ao restante alheio.
  Queria sempre ser levado para a casa quando adoecesse, queria sempre sorrir e não conhecer as lágrimas tristes, as felizes, gostaria de gozar sempre, sempre vou querer sentir o molhar da chuva no meu rosto, e quero eternamente sentir o gosto de estar vivo. Mas esses ideais, tão perfeitos e completos, dependem sempre do ser, a vida está aí, como o barro girando, você dá a forma que deseja, a todo dia, a todo instante.
  Tudo que sempre quisermos, alguém provavelmente já tenha pensado, feito ou criado, nada nos diz o que somos, mas somos sempre o que dizemos, e temos a chance perfeita de mudar ou se manter, que é ser vivo! Sempre haverá dúvidas, nunca as certezas serão no total de sua porcentagem, mas e daí? Mudar, se pensado, que seja posto em prática, mentalizado, e queira, ou não, levado para frente. No coração sempre haverá espaço para um conforto, seu consigo mesmo, estando ali, aquele repouso que só ele pode se dar, pois é o maior incentivador que existe, e mora dentro de você.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Calma




  Ser calmo, é enxergar o mundo no ângulo contrário da direção tomada pelos costumes e tradições. A forma de se agir, pensar, silenciar, e aquietar-se, para enfim não se exaltar, define um estado de espírito pacífico, desperta um sentido por vezes esquecido dentro de cada um, que é a serenidade. Tal, se queixa por que não é convocada em inúmeras ocasiões, sendo posta de lado, em decorrência do protagonismo que a raiva, a exaltação e o simples gosto pelo confuso ocupam no coração alheio.
  Ciente de que baseado no amor, na calma e na harmonia, o buscar pela paz fica menos tortuoso, o todo que se enquadra pelas situações existentes, tendem a expor sempre algumas vertentes, dentre elas, a calma sempre é presente, nem sempre usada, por vezes até criticada, em sua maioria desprezada. Qualquer lugar se propicia para um bem estar, e também pode voltar-se para uma situação nem tão agradável, ter calma é um grande auxílio, ser calmo é a certeza de que uma brisa ao passar por você, contorna sua alma e se vai, sem precisar lhe causar arrepios, ou qualquer sensação térmica além de um simples soprar.
  Achas que possui uma missão por aqui? Crê na mesma? Então a siga, ciente de qual sensação se adequa mais a cada giro que o planeta dá no seu eixo, o cuidado é a busca pelo equilíbrio, se o giro não for completo, a estagnação se constrói, agindo de maneira serena, evitando os trovões em troca da calmaria de um por do sol na beira do rio, as respostas virão, com pressa ou não.
  Calma condiz com amor, amor condiz com alma, alma condiz com ardor, ardor condiz com harmonia, que condiz com sorrisos, evaporando cada lágrima que persistir em descer.

sábado, 30 de julho de 2011

No escuro e no claro





 E se de repente ao apagar a luz eu visse que das sombras, na verdade não somente existiriam figuras sombrias?
  No ato de acender novamente, talvez as figuras mais a se temer surjam a frente, o que contradiz a tese de que só o esperado é o realizado, o inesperado também se comporta em condições normais, ele se mascara nas sombras, e porventura na claridade de qualquer situação.
  Teses são criadas e reproduzidas dia a dia, para serem encenadas posteriormente através de inúmeras gerações, mas a metáfora disso tudo, é a participação nossa nesses pensamentos já formulados, por quê e para quê são os questionamentos que me vem a mente, se me permitem seguir tal condição, me sinto no direito de não seguir por esse caminho, e me enveredar por onde der vontade.
  Tudo que é bem reproduzido, perde a noção da criatividade, desde pequenos somos acostumados com diretrizes, certezas e erros, a imposição do poder e do não poder, nesse âmbito, nossas vidas são caminhos já direcionados, e convenhamos, qual seria a mínima graça de passear por aqui sem ter a astúcia de querer e ir atrás do novo?
  Tudo passa muito rápido, daquela noite de sono gostosa de se dormir, passando pelas férias merecidas, ou então pelo ano cheio de sonhos que chegou ao fim com os mesmos copos vazios de outrora, a vida é um trem em movimento, se perder a estação correta, só a próxima vai servir, e pra voltar, ou se espera o próximo, ou se aventura a pé, vê? A vida impõe desafios, temos o livre arbítrio de querer encara-los ou simplesmente deixa-los de lado, uma hora ou outra eles se solucionarão, assim se pode pensar.
  A graça da vida está em mudar as cores dos cabelos, trocar de roupas, sair de casa e esquecer a cama desarrumada, brincar e sair correndo do vizinho, correr atrás de uma bola, se sentir com mais idade do que se tem hoje, e querer voltar atrás amanhã, isso é a diversão disso que pisamos, os elementos se unem e não voltam, podemos encontra-los novamente lá, mas esse lá ninguém sabe explicar, e eu não quero saber mesmo explicações, quero só ir e ir, sem caber nada mais a não ser meu sorriso, e minha direção sempre em frente.
  Deixa pra ontem aquele mal humor, no hoje você simplesmente abre os olhos e caminha, quando chegar no final da caminhada, você se pergunta, e agora? Daí que vem a resposta entende? Não há resposta pré fabricada, nós que usufruímos os momentos um a um, e pra onde, como e por quê iremos, não fazemos a menor idéia, isso que é o gostoso, ir sem pressa de chegar, e sem hora de partir, e partir se despedindo sem saber a volta, mas na volta receber os afagos da despedida passada, esse é o meio.
  Gastar tempo e energia pensando no que ainda nem aconteceu, não vai acrescentar em nada para mim, nem para você, acelerará o passar das horas, logo essas que depois podem vir a fazer falta, não se ocupe mentalmente, deixe-se como ocupante da  mesma, embarque nela, sua mente equaliza sua pessoa, mentalize para equalizar o que julga gostoso de se brincar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

...







A vida podia ser uma alquímia só, entre paz, harmonia e alegria, mas seria fácil e sem graça demais...
O viver é um teste diário, do quão forte é a sua vontade de estar propriamente dito vivo, e nesse contexto, haverão chuvas, tempestades, raios, percas, caminhos sinuosos, e tudo o mais que lhe ofereça algum risco.
A gente só entende o verdadeiro sentido de estar aqui, quando entendemos que o aqui pode não estar no mesmo local amanhã.
Perder faz parte do jogo, jogar faz parte do viver, viver é um jogo de perde e ganha.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

De dentro



  Uma mente que se baseia num ideal de paz, rege a sua vida numa alegria proveniente de bons sentimentos, os mesmos oriundos de um coração.
  Contendo esses recursos, só há de se aguardar que o bem se manifeste, de inúmeras formas, sempre tendo a sua frente, ele, o bom coração.
  No vôo de uma vida, se chega a qualquer lugar desejado, desde que saiba voar de olhos abertos, sem medos, e com esperança, todos esses, claro, emergindo do seu coração.
  Se resolver espelhar sua vida com outro alguém, saiba que na arte do  compartilhamento, tudo tem seu bem e seu mal, saber lidar com eles, é uma graça que só se atinge ouvindo os corações, seu e do que te acompanha, pois do fundo do seu, vem a magia pra se tocar qualquer outro coração.
  O coração não bate nem pulsa, preste atenção no badalar dos sinos que correm por dentro de você, é a melodia mais suave que seu corpo produz, independente do ritmo, hora lento por suavidade em demasia, hora rápido pelo êxtase provocado pelo simples fato do viver, o coração canta, assovia, toca, ele compõe músicas pra serem as trilhas das minhas e das suas histórias.
  Não vá embora de onde ainda não chegou, nem chegue antes aonde não conhece, ouça o que você produz pra si mesmo, se eu me desligar do externo, meu coração vai cuidadosamente enumerar as vertentes que posso, ou não, seguir, cabendo a uma conclusão de que o ouvir mútuo, te inspira para um infinito repleto de sorrisos.
  Um coração não vive só, ele se talha ao longo da vida, alguns cortes são mais profundos e demoram a cicatrizar, outros são tão leves que nem resquícios ficam pra se recordar. De marcas em marcas o meu e o seu coração vão se moldando, no intuito de enxergar a alegria, a paz, a parceria, e a delícia do sentir.
  Se encolher seu peito alguma vez, não tema, dentro dele tem um alguém que vai lutar por você, ecoando sons, gerando sinfonias, se esforçando comoventemente para achar uma saída imediata, afinal, no coração não existem guerras, batalhas ou desafios, nele estão alocados encontros, visitas, alquímias e vontades a serem idealizadas com a posterior realidade.
  A cegueira deve ser um clichê adicionado pelo tempo, por algum ser que não se permitiu ouvir, o coração enxerga além do que a retina do meu olho pode ver, ele sai sem me perguntar, e volta sem eu saber, contando sempre a mesma historia: "amigo, precisamos conversar..."

 A amizade de um alguém com seu coração, é a fantasia da realidade, e as realizações das fantasias.

domingo, 24 de abril de 2011

Voar

  
  Certo dia ao avistar o horizonte, deparei com a doçura angelical do bater de asas de pássaros que rumavam ao horizonte, tão unidos, tão harmônicos, seguindo um rumo incerto, certo de que ele existe, a bela incerteza certa que só um ser que tem a magia da liberdade pode usufruir.
   No rabiscar dos céus transcendido em asas, fica a trilha de uma paz que parece inalcançavel para quem enxerga apenas um bando a voar, não basta olhar com as retinas, faz-se necessário um enxergar mais puro, algo de dentro, uma visão cristalina com toda a suavidade que a alma nos propõe, executando nesse sentido, se vê que aqueles que lá voam, estão indo para um além ainda não conhecido, mas esperançoso de que é especial, um espaço perdido e achado, um reflexo temporal aonde não existe tempo, uma fuga para algo que existe na idéia, mas só se concretiza se a mesma for mentalizada.
   Na eternidade de um pensamento juvenil, se guarda uma forma de como expor uma mensagem de paz, seja ela direcionada ao próximo, ou ao próprio, a arte de uma asa cortando o vento se mistura com a vontade de exercer um bem, o bem no vôo coletivo de entes queridos nos céus se retrata através de reflexos em nossos olhos, seja ele transmitido em dias claros, ou em dias chuvosos, seja qual for o estado de espírito do céu, quando mirar o destino daquelas aves, embarco junto, o passeio não tem tempo, prazo, ou qualquer tipo de sintonia, é apenas um passeio pelo livre existir, a vida é curta, se não passearmos pelos circuitos coloridos dos arco-íris existentes na imensidão do horizonte, as cores da nossa alma ficam frágeis, a coloração da vida é acesa pela liberdade, o vôo é um destes dons, saber voar não é pré-requisito, querer voar nem sempre solicita a necessidade de sair do chão, a mente decola só, basta buscar o impulso, basta bater nossas asas.
   Aquelas datas que o sol incomoda quando penetra pela cortina, ou então o barulho da chuva incomoda o sono da madrugada, seria uma ótima condição se enxergassemos pelo lado positivista ao invés do critico, a critica é um elemento que não se faz necessário na vida, por que uns se sentem felizes ao ouvirem um canto de uma ave, e outros exercem esse mesmo sentimento somente ao olhar sua condição financeira, todos sabem tudo, menos se calar, os ensinamentos que aprendemos são uma base, não uma regra, se eu te amo, é amor e ponto final, se você me ama mas não tem certeza, não se desespere, bata suas asas sem preocupação de onde vai chegar, simplesmente bata, voe sem medo da queda, busque o infinito da maneira mais sincera que achar, não se engane, não se deixe iludir pelo vôo alheio e o seu terrestre, voar é uma dádiva que não só é própria dos pássaros, o ser humano voa, cada um tem a capacidade de avistar uma ave no céu e querer segui-la, e siga, seja aberto a toda forma possível de sair da normalidade que o mundo comtemporâneo nos impõe, não busque explicação, se além de mim, você também voar sem se preocupar com nada, descubriremos o carrosel da harmonia, vislumbrando a delícia que é ser livre para tal, a porção da felicidade diária é servida em bandejas oriundas do reflexo solar nas águas do oceano, não se prive, se divirta, bata asas em direção ao infinito, finito ele será se você se permitir, o tempo é a chance de fixarmos em nós um patamar de realizações e felicidades, seja feliz, se realiza, fixe seu tempo, se delicie, não busque respostas, nem elabore perguntas, os pássaros voam por voar, decole por escolha própria.
   Verifique seu tempo, solidifique seus sonhos, interprete suas escolhas, veja nos pássaros buscando um horizonte um apoio, a vida é feita de momentos, o vivido ontem pode ter ficado por lá mesmo, e caso queira reacender amanhã, talvez não consiga, busque a satisfação, bata asas, seja lírico, seja harmônico, seja feliz, a felicidade possui asas e nos questiona diariamente sobre companhia para a mesma, nunca negue, não tema, simplesmente feche os olhos, abra seus braços e pule sem medo da queda, junte-se aos pássaros sem destino, de repente naquele rumo incerto estará a certeza mais plena do seu sentido de viver.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Flor






  Em um jardim, existem inúmeros fatores que estão ali posicionados para chamar a atenção, e usam de variadas formas para que isso aconteça, seja através da beleza, da calma, da delicadeza, ou pura e simplesmente pelo fato de existirem.
  Uma rosa quando se é retirada dentre o relvado, deve-se levar em consideração alguns fatores, tais como, o que o motiva a retira-la, para que intuito irá utilizá-la e se ambas as hipóteses formarem um só pensamento, que ao menos ele seja movido a partir de um sentimento verdadeiro, fato este que isentará de culpa o momento da retirada dela, mas que acarretará em responsabilidades a partir do momento que a levar consigo...
  A rosa em si é uma reprodução na terra de uma beleza escondida pelos céus, naquele caule defendido por espinhos, que em sua extensão fazem a moldura para cada pétala que se desabrocha ao longo da história, pode se ver refletido um olhar apaixonado, pois sim, o ser que tem o dom de enxergar uma rosa e se apaixonar por ela é singular, e ela sabe perceber e retribuir de imediato, uma alquimia perfeita, entre a rosa e o possuidor será eterna, caso se saiba cuidar da linda flor...
  Tal flor, tão protegida por seus espinhos, oferece uma face tímida numa mistura com entrega, fato esse que atrái um apaixonado, como que o questionasse se preferia as feridas a se abrirem naquele momento, ou o ardor de um sentimento, tal jamais se é rejeitado, ao se ver uma rosa, apaixonar-se é obrigação, e nada mais importa, dia, tempo, hora, não existem contadores, o tempo para, estaciona, repousa, apenas pra ver a dança celestial da rosa com seu amado.
  A doçura de cada pétala se petrifica ao corpo do enamorado, formando uma união além de corporal, carnal, cordial, uma aposta de mãos dadas na felicidade, tal qual é fascinante o encanto ao ambos constatarem a paixão, os sentimentos mais doces, reais e sonhados são derramados, expostos, vocalizados, imaginados, escritos, reproduzidos, vividos, é a etapa do amadurecimento do sentimento, da afirmação um no outro, da pura e simples constatação de que a terra vai girar, a vida andar, a saudade bater, mas sim, o amor viver...
  O que possui uma rosa deve ser especial, verdadeiro, amar, tratar com todo a delicadeza e o ardor que a flor merece, deve se esforçar para que erros não se transformem em danos, e tais não se transformem em percas, não fará sentido após o elo ter se feito no ato do retirar do solo, se quebrar por tamanha falta de necessidade, pois quem o amor da rosa provou, não sabe se deliciar com outro gosto.
  Porém caso o erro seja consumado, cabe a reflexão tomar conta da cena, já pairam dúvidas dentre todos os sentimentos outrora exaltados pelos ares, contornados em corações e semelhantes, o gostar que havia pego carona na esperança da felicidade e da confiança, agora se encontra no meio da estrada, diante do real ou do verdadeiro, machucado pela perca, pairando a dúvida de onde termina um e começa o outro, resta a lembrança, a saudade, e a vontade de desfazer o já feito, nesse âmbito, ficará exposto o que virá a acontecer pelo batimento sentimental da flor e do apaixonado, se as pétalas ficarão pelos ares, o olhar triste do amado, se a rosa se abrirá de novo e rumará pela paixão, ou se fica pra posteridade o amar de uma flor e um homem.

segunda-feira, 21 de março de 2011

...



"o valor da vida está na alegria de se viver...
viver em paz consigo e em busca do saber...
viver com riso no rosto sem o medo de perder...
viver feliz ao lado de alguém que você escolher...

a arte se constrói de uma idéia a se realizar...
a arte se mostra quando se tem algo a explicitar...
a arte não precisa ficar pendurada, apenas se realçar...
a arte quando se acha um amor tende a proliferar...

a graça é ver um sorriso crescer e progredir...
a graça é ver uma mão com a outra se unir...
a graça é olhar pra você, e sem palavras sorrir...
a graça é te ver dormindo e rir por você ali existir...

eu quero viver as artes com a graça de sua parceria...
parceria essa que faz da arte uma vida com graça...
na graça de ser parceiros fazendo a arte da harmonia...
com a arte de querer ser feliz com você, pois de ti, gosto de ser parceiro de graça..."

terça-feira, 15 de março de 2011



Um dia, pássaros assoviarão canções de paz, que formarão uma sinfonia como uma guitarra no horizonte, guiando em direção a liberdade, ao desapego, ao saber da felicidade, ao exercer da harmonia, a busca daquele equilibrio outrora perdido na devassidão do ambiente que cerca um, dois, três seres, vivos ou inanimados, ricos de saúde ou pobres de espírito, a procura sempre vai ser cogitada, buscada, idealizada...
No paraíso perdido ao estalar do nosso cordão umbilical, surge a nossa frente um feixe de luz, convidativo, receptivo, misterioso mas ao mesmo tempo afável, um abrir de portas aonde não se existiam chaves nem dobradiças...
E eis que surge um alguém capaz de se libertar da rede que envolve o ambiente que os espera, poderia ser em uma data posterior com pensamentos, num futuro próximo com gestos, ou então apenas em sonhos e ideais, é possivel a metamorfose pregada pelo que via beleza em sua maluquice...
Caminhando entre relvados floridos, ou mesmo entre cenários de horror, é possivel identificar que da podridão pode se se salvar uma inocente pétala de rosa, que deveria estar fincada em terras mais doces, mas quis a vida que por lá ficasse, e ela floresceu mesmo assim, impôs seu odor aos quatro ventos, e desabrochou mesmo na mais controversa das situações, o que deixa a lágrima do pranto a espreita pra despencar, pois é possível fugir dessa angústia, terminar com essa tristeza e abrir os olhos do pesadelo, o passado as páginas da vida tratarão de organizar, em numerações crescentes, com destaques e relevâncias de acordo com a memória, o presente é a graça em estado bruto de como brincar, de apalpar, de sentir, de respirar, de querer e poder, do poder de querer...
O futuro não pertence a ninguém, ele ainda não aconteceu, se os pássaros assoviaram uma vez, foi por que naquele momento a intenção foi essa, se essa for buscar o equilibrio, pra se alcançar um futuro ao qual possa se referir de alguma maneira favorável, viva, ame, toque, respire, um tempo ele chegará, pra se chegar a esse tempo se brinca de existir, existindo de brincadeira não se tem permissão pra sorrir...

quinta-feira, 10 de março de 2011

...

Amor verdadeiro exige entrega, pois é necessário acreditar na capacidade de amar e se fazer amado. Acreditar que todas as imperfeições do ser amado não são capazes de eliminar suas virtudes, e de que essa magia pode e deve ser reacesa várias vezes ao longo do caminho em que andarão juntos.


É por isso que paixão não é amor, sequer necessariamente uma das suas fases, pois poucas vezes torna-se amor verdadeiro. Paixão arrebata e inquieta, a ponto de causar dor, destruição.


Amor é prestar atenção no ser amado, valorizar, respeitar e, sobretudo, acreditar nele. A isso dá-se o nome de parceria. A rotina deve fornecer para os que se amam a incrível habilidade de perceber uma luz diferente no olhar, um pedido de socorro, o tédio, a prudência de que a insistência vai levar ao esgotamento.


Ninguém quer um enredo de novela, pois as personagens sofrem demais, suspiram demais e a trama dá tantos sobressaltos, que poucos corações aguentariam. No fundo, o coração quer porto seguro, exclusividade, a certeza de que tudo pode dar errado lá fora, mas o companheiro de vida está lá, de braços abertos no silêncio alentador. A certeza de que, se escolheu a postura errada, primeiro vem o afago, depois a sabedoria e jamais o dedo em riste. A paz está no beijo que cerra as pálpebras do dia estafante, das dores e decepções. E o pacto de que, juntos, farão diferente, e sempre melhor.


É inestimável a paz de espírito, que somente se obtém diante do amor verdadeiro. Não há ninguém, maledicência ou rotina que enfraqueçam um amor assim. Pois já não se ama a emoção, o arrebatamento, nem a intensidade; ama-se a ternura do estar a dois, ou a três, quatro, quando este nos brindar com filhos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

...

Piratas sem problemas visuais, Palhaços sem maquiagem, Lábios sem sorrisos, Pele sem sol, Natureza sem paz, Som sem movimento, Beijo sem paixão, Dia sem sol, noite sem Lua, Folha sem cor, Cor sem visão, Gostar sem sentir, Respirar sem viver, Chorar sem sofrer, Rir sem graça, Amar sem dedicar, Satisfação sem brilho...
Se enganar é bem mais fácil.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Selva Falsa

A selva tem por si diferentes caracteristicas, que se ramificam para outras diversas complicações, que acabam por causar transtorno a qualquer um que se perca envolto de suas surpresas, ao mesmo tempo que se trata de um paraíso natural, é e pode ser visto como uma prisão, que impõe ao visitante uma quantidade ínfima de ar para os pulmões, por vezes raro líquido para cessar a sede e na pior das hipóteses, cercos que impedem os raios solares de atingir o local em que se encontra...
Ao sermos atirados selva a dentro, perdemos por completo noção de tempo e espaço, descobrimos o
medo, a saudade, o pavor, e a súbita vontade de que aquele pesadelo logo se encerre e ao abrir dos olhos nos encontremos dentro de nossos lares, ou próximos ao menos, ou mesmo qualquer local que remeta ao termo "casa", algo que seja um passo para liberdade dessa reclusão forçada ao qual cotidianamente podemos ser expostos.
Vagando entre suas arvores de concreto, seu relvado de asfalto, sua manada de aeronaves, rios de saneamento nada básico e ar puro de carbono, há de se deparar com a depressão da sensação de cárcere, aquele nó que surge de dentro, e asfixia a naturalidade a qual estamos por costume a viver, essa selva me consome, te absorve, nos ludibria, deixa por si só um ser estarrecido com tamanho desgosto que trás aos que nela se encontram...
 

Vigas de ferro jamais substituirão caules, tão pouco fiações irão se sobrepor a cipós, eu não posso bater asas como pássaros no horizonte, mas não é esse meu desejo, o objetivo é a libertação, a trilha que leva ao lar, na selva, somos apenas formigas debaixo de gigantes projetados de folhas de papel, esse, que foi roubado do local que denomina o ambiente nefasto em que nos encontramos, e assim a vida prossegue, enquanto ela se vai vagarosamente no ponteiro do relógio, eu me submeto as leis dessa selva, aos horários dela, as ordens impostas, e tudo o mais que faz-se necessário para com quem nela se acha...
Do alto dos fantoches de concreto, com sorrisos vitrais, invariavelmente se encontra uma ou outra
alma a pensar na solução mais fácil para aquela fuga, baseada no medo que a consome, a postos para se entregar aos ventos, na diferença de que, o objetivo não é voar, e sim sumir daquele parâmetro negativo, por vezes uma vida se vai devido as dores que a selva te impõe, ela não tem pena, age com olhar angelical e frieza incandescente, pronta a qualquer momento pra associar mais uma vítima em sua coleção, esse é o preço.
Aprender a viver na selva são mais do que apenas leis de sobrevivência, são na verdade aquisições de
noções de existência, compreensão de valores indignos, e atitudes inescrupulosas, a selva te consome diariamente, do seu despertar por vezes sem sol até o seu adormecer sem um brilho dos céus, a selva quer estar em você, evite, recebemos uma vida pra viver, ao longo dela há de se descobrir inúmeros valores, não deixe que o monetário da selva de pedra te envenene, você e eu somos especiais por demais para isso.

(...)


"Se agora fosse a hora, aquela hora que eu aguardei...
Que perdurava e não chegava, junto do tempo que não passou...
A hora de enxergar o que apenas eu não enxerguei...
Já existia, eu não acreditava, eis que, vi que algo me faltou...


A hora passou a não ser um fator deveras importante...
Depois do despertar pra um novo sentimento...
O tempo já não anseia sempre um novo instante...
E eu aprendi que de peito aberto, sempre se alcança o momento...


Histórias que eu ouvi, li, sonhei e lembrei...
Contadas, vividas, ouvidas, sempre a pensar...
Delas eu fiz parte enquanto você eu não encontrei...
Aqueles sorrisos sumidos, talhados no meu rosto voltaram a ficar...


A manhã se encerra dando boas vindas a tarde...
Essa abre um sorriso e recebe de braços abertos o anoitecer...
Que trás consigo estrelas que do meu contexto fazem parte...
Nelas eu procuro nossos nomes, que, nitidos se exibem para o meu ver...


No meu instante de silencio, eu paro e aprecio o luar...
Nele vejo que achei aquilo que cansei de procurar...
A lua sempre tão serena, me abre um sorriso e me inspira a lutar...
Em busca da paz necessaria, que é em ti que eu vou achar..."

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lua

(...)A Lua...



O anoitecer gera receio e temor dentre algumas almas de confiança abalada, sem saber o real motivo do próprio fato acontecer, a simples ausência da luz sobre nossas mentes, pode vir a ser enxergado como um prenúncio de que algo não caminha na ordem desejada...
Não vendo por esse lado, eu, você e todos podemos ter a chance de presenciar um espetáculo que por muitas vezes é pelos céus apresentado data após data, e que inexplicavelmente só se para para observar quando nada mais (ou menos..) significante está dentro do campo visual alheio, afinal, dentre as cortinas de fumaça existentes na imensidão atmosférica, nos é emoldurado como em uma apresentação teatral, uma das mais belas demonstrações de sintonia entre planeta e habitantes, natureza e homem, ou até mesmo entre os universos existentes, o interior e o exterior, quando as cortinas se abrem, surge envolto de mistérios e segredos um elemento em nossa órbita, distante mas ao mesmo tempo próximo, intrigante tanto qual sua beleza, senhoras e senhores, boa noite, a Lua está exposta para dar início ao espetáculo.
O luar atrai admiradores, admira atrações, enuncia questões, questiona enunciados, elabora inspirações, inspira-se os que não se elaboram, define por vezes o indefinido, por vezes escondido, ou outrora reluzente em meio a escuridão, quando encarado, encanta por sua beleza alva, sua luminosidade baixa e sua imponência suave, da qual é gerado o mistério, esse que se teima em querer debater origens, significados, consequencias e afins devido a suas diferentes formas de se apresentar...
A Lua faz parte de um teatro, aonde só sobe ao palco após o Sol agradecer os aplausos e deixa-lo, da mesma forma que um personagem opta por se maquiar dessa ou daquela maneira, dependendo da ocasião, ou mesmo um ser, que fica na duvida sobre qual roupa usar em determinado ambiente, a Lua escolhe o traje de acordo com o que o Sol encenou no presente dia.
Caso o dia tenha sido um somatório de novidades, um alivio em qualquer situação, uma surpresa, uma esperança tenha surgido dentre lamúrias, ela se veste de Nova, e se apresenta pros fãs declamando o horizonte belo que virá a se anunciar em breve, ela pode também utilizar algumas dessas caracteristicas para se embelezar com adornos Crescentes, sorrindo para ti e emanando uma voz muda, na qual se ouve sem ouvir e se sente sem ver, mas se confirmando como um bom prenuncio...
Podendo também preencher o palco escuro para com seu brilho, utilizando um traje mais sublime, para dias que porventura não tenham sido preenchidos conforme o idealizado, de tal maneira, ela flutua no palco de forma Minguante, com o mesmo sorriso enigmático de outras ocasiões, mas eis que do alto de uma realização completa, um amor descoberto, uma paixão reacendida ou um simples encontro de mãos, ela se traja conforme a gala resultante exige, ela vem a plenos pulmões me dizer que o mundo é algo que deve ser aproveitado em todos os sentidos, viver por completo, de forma abrangente, dessa forma, surge ela em sua face completa, Cheia, radiante, vibrante, encantadora e apaixontante...
Momentos únicos de uma noite, que por vezes não enxergamos pelos fatores que a vida nos impõe, mas que seguramente farão falta quando não mais tivermos forças pra observarmos, afinal, a lua quando abre um sorriso, é digno de sublime atenção, a mesma não deseja destaque, projeção ou algo mais, apenas quer se sentir parte do que se enxerga, ser um pedaço seu, ou meu, ou nosso, é uma arte no céu descendo de encontro ao coração...

Sol


O Sol...
Dentre as nuvens mais longinquas, seja qualquer horario diurno que possa ser observado, inevitavel será tentar evitar o reflexo dos raios vindos dele em sua direção, independente da estação do ano, seja nas flores risonhas da primavera, nas folhas envelhecidas do outono, nas gotas de sereno do inverno ou sorridente e em paz a cada novo verão que surge, ano após ano...
se o Sol se fosse, provavel o seu dia ser, além de, obviamente mais escuro, mas sem se tratar apenas de falta de luminosidade, e sim de luz que alimenta a alma, que gera a alegria, o sorriso, o viver, o estar e o sentir, e é nisso que se baseiam os raios de sol que descem até você e eu...
doura minha pele, embeleza meu horizonte, me desperta toda manhã, me mostra que sou um ser qualquer, igual a todos os outros pelo fato de sentir o que chamam de calor, o calor nada mais é que uma aproximação a mais dele, como se fosse um abraço, e isso não se deve deixar ao relento...
jamais quero que ele se apague, deixe de me seguir, cesse qualquer forma de contato, queria nos dias tristes e cinzas, poder abrir um caminho nas nuvens só pra ele respirar, e daquele feixe de luz, talhar o sorriso no rosto de cada um de nós...
o Sol me fez e faz sentir vivo, impõe um brilho no meu caminho, deixa a linha menos tortuosa, não me dá todas as respostas, mas faz o suficiente pra que eu saiba dissociar entra a brisa de um vendaval e o vento de um temporal, afinal, se ele indica um caminho lá de cima, sorrindo, será por ele que eu irei seguindo.